Japão registra primeiro “dia de calor extremo” deste verão com temperaturas acima de 40°C
Calor no Japão ultrapassa os 35 graus neste verão - Gifu - Aichi - HW TURISMO RH
Termômetros chegaram a 40,3°C em Gifu e a 40,1°C em Aichi; alerta de risco de hipertermia abrange 42 províncias
O Japão registrou nesta terça-feira (21) o primeiro “dia de calor extremo” desde a criação da nova classificação meteorológica para temperaturas máximas de 40°C ou mais, informou a NHK. Os termômetros chegaram a 40,3°C em Tajimi, na província de Gifu, e a 40,1°C em Toyota, na província de Aichi.
Pouco depois, a temperatura subiu ainda mais em outros pontos da região de Tokai. Tajimi marcou 40,3°C às 14h09, enquanto Toyota chegou a 40,1°C às 14h22.
Segundo a Agência Meteorológica do Japão, uma área de alta pressão elevou as temperaturas em uma extensa parte do país. Várias localidades da região de Tokai registraram máximas próximas dos 40°C, em um nível de calor que representa risco à vida.
O índice de calor, calculado com base em fatores como temperatura e umidade, também atingiu níveis elevados. Por isso, as autoridades emitiram alertas de risco de hipertermia para 42 províncias, de Tohoku a Okinawa.
A onda de forte calor deve continuar nos próximos dias até sábado (25), principalmente na região de Tokai.
A orientação é usar o ar-condicionado, beber água com frequência e repor sais minerais. Além disso, as autoridades recomendam evitar atividades prolongadas ao ar livre.
Nova classificação para temperaturas de 40°C
A Agência Meteorológica criou neste ano a expressão kokushobi (酷暑日), ou “dia de calor extremo”, para classificar os dias em que a temperatura máxima chega a 40°C ou mais.
Até então, o órgão utilizava três classificações nos boletins meteorológicos: “dia de verão”, para máximas de 25°C ou mais; “dia de calor intenso”, a partir de 30°C; e “dia de calor severo”, quando os termômetros chegavam a pelo menos 35°C.
No entanto, temperaturas recordes deixaram de ser raras devido a fatores como o aquecimento global. No verão passado, a média nacional ficou 2,36°C acima do nível habitual e atingiu o maior valor desde o início dos registros, em 1898.
Diante desse cenário, a Agência Meteorológica decidiu criar uma nova denominação para reforçar os alertas em situações de calor excepcional. O órgão escolheu o termo após considerar uma pesquisa feita pela internet e opiniões de especialistas.
Chuva forte também preocupa
Enquanto o calor extremo atinge principalmente a região de Tokai, o ar úmido e a elevação das temperaturas provocam tempestades com raios em áreas de Kanto-Koshin e Tohoku.
A atmosfera deve permanecer instável em uma extensa faixa entre Tohoku e Kyushu até a noite. Dessa forma, algumas regiões poderão registrar períodos de chuva intensa.
No norte de Kanto, que enfrentou volumes recordes na semana passada, e na região de Kinki, a precipitação pode chegar a 50 milímetros em uma hora.
Como o solo já está encharcado em algumas localidades, as autoridades pedem atenção para deslizamentos de terra, alagamentos em áreas baixas e aumentos repentinos no nível dos rios.